“Connosco não andamos a mentir”: Cristina Pedra respondeu às criticas da oposição sobre habitação municipal
Na reunião de Câmara, realizada, hoje, a presidente da CMF, Cristina Pedra, respondeu às críticas da oposição relativamente à habitação municipal, nomeadamente sobre a alegada perda de 23 milhões de euros. A autarca começou por afirmar que a oposição “deixou uma mão cheia de nada, deixaram-nos zero”.
Cristina Pedra esclareceu que, quando o atual executivo assumiu funções, os projetos existentes violavam o Plano Diretor Municipal (PDM), aprovado em 2018 pelo anterior presidente, Miguel Silva Gouveia. Além disso, destacou que não havia qualquer financiamento aprovado, mas apenas um protocolo que poderia vir a garantir financiamento no futuro. “Mesmo com o protocolo assinado, nunca teriam financiamento, porque um dos pressupostos era a legalização dos terrenos. Foi, de facto, neste mandato que tivemos de expropriar e legalizar imóveis em nome da Câmara e, portanto, mesmo que quisessem ter financiamento, não lhes poderia ser aprovado porque o trabalho de legalização não estava feito.”, afirmou a presidente.
Acusando a oposição de mentir e enganar os funchalenses, a autarca garantiu que os processos não foram acelerados nem o protocolo foi aproveitado devido a atrasos na resposta do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU). “Fizemos todo o processo de legalização, temos todos os projetos prontos e apresentaremos até ao fim do mandato. Além da conclusão do projeto da Nazaré, apresentaremos todos os blocos de apartamentos em projeto à população, porque connosco não andamos a mentir”, sublinhou.
A autarca reforçou que a construção das habitações só pode começar após a aprovação do IHRU, aprovação essa que ainda não chegou, exceto para o projeto da Nazaré, que contempla 33 fogos e que “serão entregues brevemente aos inquilinos”. No orçamento municipal estão previstos 180 novos fogos habitacionais, um compromisso que a autarca garantiu que será cumprido.
Na reunião de Câmara, Cristina Pedra destacou ainda o reforço do investimento em apoios sociais, nomeadamente o subsídio municipal ao arrendamento, com a aprovação de um montante de 200 mil euros. Relembrou ainda, o compromisso do executivo que foi responsável pela alteração do regulamento para que assim “fosse abrangido um leque maior de beneficiários.”
Além disso, sublinhou a aprovação do Subsídio ao Apoio à Natalidade e à Família, que engloba o pagamento de creches e jardins de infância, a compra de livros e material escolar, bem como a comparticipação de despesas de saúde e alimentação.