O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, votou ao final desta manhã na Escola da Ajuda. Na ocasião, falou aos jornalistas deixando o desejo que “as pessoas votem”, uma vez que o projeto da União Europeia “está sob ameaça neste momento” por culpa dos “radicalismos, dos demagogos, dos charlatãs e dos mentirosos compulsivos”.
”Temos grandes desafios pela frente”, nomeadamente no combate aos radicalismos e à “ignorância”, entendeu Albuquerque, reconhecendo que a Europa tem de assumir uma posição de “crescimento económico e industrialização”.
A probabilidade de a Madeira perder representação europeia através do PSD é, para Albuquerque, “é um retrocesso relativamente àquilo que era a posição inteligente e perspicaz do PSD durante muitos anos, que sempre fez questão de ter representantes das regiões no Parlamento Europeu”.
“Neste momento, temos que iniciar as diligências para a negociação do próximo quadro europeu, e o princípio fundamental é manter, na Europa, quer a especificidade das regiões ultraperiféricas que constam do tratado, quer o princípio da coesão económica e social”, disse o presidente do Governo Regional, defendendo que o fundo de coesão tem de continuar a assegurar a igualdade de oportunidades.
Albuquerque nega que a posição ocupada por Rubina Leal na lista da AD tenha levado a um menor empenho da estrutura madeirense na campanha destas eleições, e refere que o importante, neste momento, é apelar à participação dos madeirenses e porto-santenses nestas eleições.