A candidatura do Partido Socialista à Câmara Municipal do Funchal afirmou hoje que quer garantir soluções dignas para o fim de vida dos animais de companhia. Os socialistas comprometem-se, por um lado, a assegurar o funcionamento de um crematório público e, por outro, a criar um cemitério municipal para animais.
A pretensão foi avançada esta tarde por Rui Caetano, após uma reunião entre a candidatura socialista e a associação ‘Ajuda a Alimentar Cães’, entidade que, salientou o candidato, tem desenvolvido um trabalho meritório na defesa da causa animal na Região.
De acordo com uma nota de imprensa divulgada pelo PS, Rui Caetano destacou o facto de existir uma cada vez maior sensibilização para os cuidados e respeito a ter com os animais, mas constatou que faltam as condições na Madeira para lidar com a dignidade merecida e a legalidade exigida no inevitável fim de vida dos animais de companhia.
O candidato à presidência da autarquia garante que, com o partido a liderar a Câmara, serão implementadas soluções neste sentido, a começar pela criação de um crematório público.
“Esta é uma resposta há demasiado tempo adiada que o PS fará questão de concretizar, evitando que os animais, companheiros de uma vida, que fizeram parte de uma família, acabem numa lixeira ou incinerados junto com o lixo urbano, como acontece atualmente na Região”, afirmou.
O PS recorda que, em 2017, a autarquia do Funchal adquiriu um crematório para animais de companhia, mas, até hoje, o equipamento encontra-se em situação irregular por falta de licenciamento, sendo que o único crematório de animais existente na Madeira pertence a uma entidade privada e os elevados custos do serviço inviabilizam a sua utilização por parte da maioria das famílias madeirenses.
Atualmente, os animais de companhia são incinerados na Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos da Meia Serra, mediante o pagamento de uma taxa de resíduos. Uma solução que, referem os socialistas, implica que os animais sejam tratados de forma indiferenciada do lixo urbano e sem a dignidade que merecem.
“Perante esta realidade, alguns detentores de animais fogem a esta forma que consideram desonrosa, enterrando-os em quintais e fazendas sem autorização, violando normas ambientais e de saúde pública, que não podem constituir uma solução admissível”, pode ler-se na mesma nota.
O candidato socialista reforça que o crematório público é uma solução digna para o fim de vida dos animais de companhia e, considerando os custos de manutenção deste equipamento, pondera a criação de protocolos intermunicipais para que o mesmo possa ser otimizado e utilizado por outras autarquias da Região.
Por outro lado, e porque esta não é a única solução viável, Rui Caetano aponta também o objetivo de criar um cemitério municipal para animais de companhia, recorrendo a terrenos municipais sem aptidão construtiva, espaço que poderá ser usado pelos funchalenses, mas também, desde que devidamente justificado, por detentores de animais em gozo de férias no Município do Funchal.
O candidato do PS deixou também críticas às autoridades locais e regionais, as quais diz que “perdem a legitimidade para fazer cumprir as regras apertadas de proteção e bem-estar animal, quando elas próprias, por questões económicas, políticas ou, mais grave ainda, desleixo, não cumprem as regras mais básicas de sanidade animal, saúde publica e atenção para com as famílias que os estimam e desejam um fim compatível com a vida que fizeram questão de lhes proporcionar”.