Gouveia e Melo critica Presidente da República por considerar Trump um ativo soviético

O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo criticou hoje Marcelo Rebelo de Sousa por ter classificado Donald Trump como “ativo soviético”, defendendo que um Presidente não deve fazer comentários pessoais porque representa o Estado português.

“O Presidente não deve fazer comentários pessoais ou de índole pessoal, porque representa o Estado português, e nós somos um Estado aliado do Estado norte-americano”, disse aos jornalistas Gouveia e Melo em Lagoa, no Algarve.

O candidato presidencial reagia assim às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa na Universidade de Verão do PSD, na quarta-feira, quando considerou que o Presidente dos Estados Unidos da América atua como “um ativo soviético” que tem “favorecido estrategicamente a Federação Russa” no conflito com a Ucrânia.

Em declarações à margem da visita à Fatacil – Feira de Artesanato, Turismo, Comércio e Indústria de Lagoa, no Algarve, o candidato presidencial afirmou que “quem define a política externa é o Governo, portanto, o Presidente da República é só um representante dessa política”.

Questionado sobre se as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa podem desencadear um conflito diplomático, Gouveia e Melo notou “que só os norte-americanos poderão decidir sobre isso”.

“Nós somos um aliado dos Estados Unidos da América e vivemos momentos conturbados na ordem internacional e convém manter as nossas alianças nos momentos mais críticos”, realçou.

Relativamente às as comemorações da data de 25 de Novembro, proposta pelo Governo, Henrique Gouveia e Melo considerou a “data importante, embora o 25 de Abril, tenha outra dimensão, que foi a queda de um regime com quase 50 anos”.

“O 25 de Novembro foi a correção de uma trajetória que poderia ter sido outra vez uma trajetória para uma ditadura de esquerda e acho que devemos dar importância às duas datas”, apontou, ressalvando que a data de 25 de Abril “tem mais relevância”.

“Uma não vive sem a outra. Sem o 25 de Novembro se calhar não teríamos a democracia que temos hoje”, concluiu.

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