Em ano de baixa colheita, vale àFesta do Vinho a qualidade da produção regional

A produção de vinho este ano deverá ser menor do que em anos anteriores na Madeira, estimam os produtores, mas a qualidade das uvas poderá compensar a baixa produção, causada por condições climatéricas adversas.

Na abertura hoje da Festa do Vinho, o secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura reconheceu que “deverá haver uma diminuição” da produção este ano, considerando as informações que lhe têm chegado, mas lembra que ainda estamos “muito no início do trabalho das adegas”. De qualquer dos modos, a redução da produção poderá ser compensada pela qualidade das uvas deste ano.

“O aspeto mais importante é que se mantenha pelo menos a qualidade”, destacou Eduardo Jesus, na abertura deste certame na Praça do Povo, onde estão expostos 12 produtores e a Associação de Barmen da Madeira.

O JM ouviu dois produtores presentes na festa.

Octávio Ferraz, dos vinhos Palmeira e Voltas e Xavelha, confirmou que a produção deste ano “não está muito famosa”. Habituado a produzir por ano quatro mil garrafas de branco, outras tantas de tinto – e rosé de três em três anos -, agora antecipa “um ano mau”, só ainda não sabe quão mau será. “No dia das vindimas vamos ver”, disse apenas.

A casa de vinhos Terras do Avô, que tem Sofia Caldeira como uma das sócias, tem uma produção maior, e também espera um ano fraco. No melhor ano de sempre, as Terras do Avô atingiram as 45 mil garrafas. Mas, normalmente, a produção centra-se acima das 20 mil garrafas. Este ano deverá ser menor, à semelhança do que já tinha acontecido o ano passado. “O clima não permitiu que houvesse grande quantidade de uvas na Madeira, nestes últimos dois anos”, afirmou esta produtora do Seixal.

Mas as expetativas de produção não perturbavam o entusiasmo destes produtores na Festa do Vinho, que ontem começou e vai estender-se pelas próximas duas semanas.

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