O presidente do Governo Regional utilizou o subsídio de mobilidade para as deslocações ao Porto Santo e a nova Unidade de Saúde da ilha dourada como dois exemplos da estratégia de desenvolvimento económico da ilha.
Na abertura da Expo Porto Santo, a feira que decorre no Pavilhão Multiusos da Escola Básica e Secundária Dr. Francisco Freitas Branco, esta tarde, Miguel Albuquerque referiu que o subsídio de mobilidade já representou um investimento de 19 milhões de euros, entre 2016 e 2025, e a deslocação de quase 1,5 milhões de pessoas provenientes da ilha dourada.
Esta política tem sido uma “alavanca determinante para o crescimento económico” do Porto Santo, nas palavras do chefe do Governo Regional, mas há outro investimento em curso que trará novos proveitos, incluindo no contributo para a “fixação de residentes”, e reforçar a imagem de “confiança” na ilha: a nova Unidade de Saúde do Porto Santo.
“A última fase desta unidade de saúde vai ser adjudicada em outubro deste ano e vai corresponder ao investimento total de 22 milhões de euros”, quantificou o presidente do Governo, que vê nestas políticas a tradução de uma estratégia económica maior.
É que, além de “impostos baixos, boas condições de investimento, segurança e estabilidade política”, os investidores querem hoje saber se os territórios têm “uma boa retaguarda”, no que diz respeito à prestação dos serviços de saúde.
“Aquilo que é crucial é a confiança. A confiança está instalada, a Madeira cresce há 49 meses consecutivos. Está a crescer a uma média superior à média nacional. Temos, neste momento, uma redução dos impostos e há e um superavit orçamental há 12 anos consecutivos. Temos políticas dirigidas para o apoio à área social, à saúde e à educação. Estamos a fazer a reconversão da nossa economia e, neste momento, o que precisamos é deixar os empresários trabalhar e apoiá-los”, observou, considerando que o Governo não se deve “meter nas empresas” e “onde não é chamado”, garantindo “apenas aquilo que é essencial”.
A finalizar, prometeu que o Porto Santo vai “continuar a ter os apoios que decorrem de um diálogo que sempre (houve) com as instituições”.