Moradores do edifício Varandas do Funchal já escreveram o pedido a Cristina Pedra, presidente da Autarquia. Os clientes do AL têm “atividades de caráter sexual” em áreas partilhadas, acusam os moradores, entre outras coisas que consideram graves.
Os moradores do edifício Varandas do Funchal, situado na Rua Silvestre Quintino de Freitas, pediram à Câmara Municipal do Funchal (CMF) a intervenção imediata para proibir a atividade de Alojamento Local (AL) no prédio.
Num documento enviado à autarquia funchalense, a que o JM teve acesso, os residentes denunciam situações que dizem estar a afetar gravemente a qualidade de vida no edifício. Entre as queixas apresentadas estão o ruído excessivo a horas impróprias, a degradação das zonas comuns sem o devido contributo dos proprietários de AL.
Os moradores até referem as atividades de caráter sexual em áreas partilhadas, como a piscina e o jardim, bem como entradas e saídas constantes de pessoas estranhas ao condomínio.
“Estes comportamentos são incompatíveis com a natureza residencial do prédio e têm tido um impacto direto na vida dos moradores”, pode ler-se no pedido formal entregue à presidente da autarquia, Cristina Pedra.
Os residentes alegam ainda que a atividade em causa “não cumpre os requisitos legais” exigidos para o funcionamento do AL, nomeadamente a autorização do condomínio, a existência de acessos independentes e o respeito pelas normas de segurança.
Face a esta situação, os moradores pedem duas medidas urgentes, um passando pela proibição do exercício da atividade de Alojamento Local no edifício e, a outra, a realização de uma ação de fiscalização municipal para avaliar a legalidade da exploração.
O caso do Varandas do Funchal surge num contexto em que a expansão do Alojamento Local tem gerado polémica em várias zonas do Funchal.