Especialistas nacionais e internacionais reuniram-se ontem num colóquio para discutir a crescente ameaça das novas substâncias psicoativas (NSP), abordando a necessidade de adaptação das estratégias de combate e prevenção à realidade atual.
O evento, realizado em Cascais, contou com a participação de representantes de diferentes áreas, incluindo segurança, saúde, justiça e investigação científica.
A task-force regional de luta contra as Novas Substâncias Psicoativas (NSP), promovida pelo Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional de Saúde e Proteção Civil, esteve representada pelo diretor da Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências (UCAD), Nélson Carvalho, pela procuradora coordenadora da Comarca da Madeira, Isabel Dias, e pelo subintendente Dário Sanguedo, da PSP.
Todos falaram da realidade madeirense na prevenção e combate às NSP. Na sua intervenção inicial, Nelson Carvalho alertou para o aumento do número de internamentos em casas de saúde devido ao consumo destas substâncias.
Para se ter uma ideia, o psicólogo chamou atenção para uma nova realidade, com o aparecimento de casos com mulheres, “o que não se colocava antes”.
Desde 2022, “39 mulheres foram internadas” devido a doenças psiquiátricas devido às NSP, todas com idades entre os 33 e 34 anos. Contudo, realçou que apesar do trabalho feito em contexto regional, os poderes destas substâncias já levaram a 2204 internamentos na casa de Saúde São João de Deus ou no serviço de urgências.
Desse, adiantou, 1344 foram internamentos involuntários devido às consequências psíquicas oriundas do consumo das NSP.Nelson carvalho realçou que tudo se tem feito ao nível nacional conta com a experiência do trabalho que é realizado na Madeira, que estuda este problema desde 2010.
Alertou para a rápida disseminação destas drogas, que não se limita a um problema de regulação jurídica, mas representa uma ameaça real à vida das pessoas.