JPP diz receber queixas de mães-enfermeiras que se dizem prejudicadas pelo SESARAM

A presidente do JPP afirmou esta manhã, numa iniciativa junto ao Hospital Dr. Nélio Mendonça, que há enfermeiras que “estavam a usufruir de um direito laboral previamente autorizado pelos serviços”, mas, pouco tempo depois, viram essa autorização anulada e estarão a ser “forçadas” a voltar ao trabalho.

Em causa, profissionais que, de acordo com o comunicado do JPP, foram mães há pouco tempo.

“É uma violação inadmissível de uma entidade pública da saúde que, por isso mesmo, deveria ter outra postura”, referiu Lina Pereira à comunicação social.

“São mães que, pelas funções que exercem nos serviços onde trabalham e pelos riscos associados a essas mesmas funções, têm direito a uma licença especial, tal como acontece com a licença de maternidade, para salvaguarda da própria segurança das profissionais de saúde e, por consequência, dos seus bebés e da própria família”, observou.

“Violam os direitos consagrados e estão a brincar com a vida das pessoas”, frisou ademais Lina Pereira, alertando para algumas contradições. De acordo com as informações recolhidas pelo JPP, “os serviços reconhecem e assumem a existência dos tais riscos associados para estas mães e mesmo assim resolvem chamá-las para desempenharem outras funções noutros serviços”.

“Quem tem bebés sabe perfeitamente a dificuldade em conseguir vagas numa creche fora do período dito ‘normal’ e sem ter feito inscrição prévia. Como é óbvio, estas mães tinham uma licença aprovada e, portanto, não inscreveram os seus bebés na creche e organizaram as suas vidas de acordo com a disponibilidade concedida por lei e pelos serviços”, continuou a mesma voz.

A dirigente partidária lamenta a situação, aclarando que “é imperioso alcançarmos recordes também no plano dos direitos e evoluirmos para uma sociedade aberta, próspera e tolerante.”

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