Novos focos de febre aftosa levam DGAV a reforçar alerta para evitar chegada a Portugal

A febre aftosa (FA) afeta bovinos, ovinos, caprinos e suínos, além de animais selvagens.

As autoridades veterinárias confirmaram novos focos de febre aftosa em bovinos na Hungria e na Eslováquia, que levaram a DGAV a reforçar o alertar para o cumprimento das medidas preventivas.

A febre aftosa (FA) afeta bovinos, ovinos, caprinos e suínos, além de animais selvagens.

“As autoridades veterinárias da Hungria notificaram […] mais dois focos de FA em bovinos em GyÅ‘r-MosonSopron”, lê-se numa nota da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

Uma das explorações tem 2.498 bovinos e outra 1.012. Estas explorações estão localizadas nas zonas de restrição dos focos anteriormente detetados.

Desde 06 de março, foram contabilizados quatro focos de infeção na Hungria.

Também na Eslováquia foi confirmado, no final de março, um foco numa exploração em Plavecký Štvľtoke, junto à fronteira com a Áustria.

Conforme detalhou, já foram notificados cinco focos de febre aftosa desde 21 de março.

“Devido à proximidade da localização de dois focos na Hungria e Eslováquia com a fronteira com a Áustria, as zonas de vigilância estendem-se àquele estado-membro”, apontou.

As medidas de emergência já estavam a ser aplicadas nas zonas de restrição.

Entre estas medidas está a proibição de movimentação de animais de espécies sensíveis, provenientes da Hungria e Eslováquia com destino a outros Estados-membros e países terceiros, a proibição de concentração de animais, feiras, mercados e exposições e o encerramento ao público de jardins zoológicos e circos.

Perante este cenário e de modo a evitar a entrada desta doença em Portugal, a DGAV voltou a pedir aos produtores, comerciantes, industriais, transportadores e médicos veterinários que apliquem as medidas de biossegurança, como a limpeza e desinfeção de veículos e a proibição de alimentação dos animais com lavaduras e restos de cozinha.

Por outro lado, não devem ser deixados restos de comida acessíveis a javalis.

Desde o início do ano, segundo informações da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), a febre aftosa foi reportada na Alemanha, Algéria, África do Sul, Burkina Faso, Camboja, China, Comores, Guiné, Coreia do Norte, Eslováquia, Hungria, Iraque, Israel, Líbia, Palestina, Moçambique, Serra Leoa e Vietname.

Qualquer suspeita de infeção por este vírus deve ser notificada à DGAV.

A doença pode provocar diminuição na produção leiteira, falta de apetite, abortos ou morte súbita.

Podem surgir vesículas (espécie de bolha) na língua, gengivas, bochechas, lábios, tetas e narinas dos animais e estrias cinzentas ou amarelas no coração.

Não existe tratamento para esta doença e a vacinação é proibida na União Europeia, “exceto em situações de emergência”.

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