Pedro Nuno defende que sistema da Segurança Social está em risco com Governo da AD

O líder do PS defendeu hoje que o sistema da Segurança Social está “em risco com um Governo da AD”, alertando para os sinais da tentação de executivos do PSD para “uma redução dos direitos de quem trabalha”.

“Temos o dever de alertar para os riscos, no que diz respeito ao nosso sistema público de pensões, ao nosso sistema de segurança social, uma das mais importantes conquistas do nosso povo a seguir ao 25 de Abril, estão em risco com um Governo da AD”, disse Pedro Nuno Santos na intervenção inicial no arranque do segundo dia das sessões setoriais com vista à atualização do programa eleitoral para as legislativas.

Para justificar esta reforma, de acordo com o secretário-geral do PS, o Governo PSD/CDS-PP tem estado a “carregar na dramatização e no fomento do medo sobre a sustentabilidade da Segurança Social”.

“Não partilhamos da dramatização, isso não quer dizer que nós deixemos de estar num debate importante sobre o futuro da Segurança Social, nomeadamente sobre a diversificação das fontes de financiamento que nós já começamos no passado com José António Vieira da Silva”, referiu, precisamente com o ex-ministro sentado ao seu lado.

O PS tem que continuar a travar um combate político “contra as tentações que os governos do PSD vão tendo sempre que têm responsabilidades governativas”, de acordo com Pedro Nuno Santos.

“Nestes meses não conseguiram ainda fazer aquilo que é o seu projeto de sempre, mas o discurso sobre a rigidez do mercado de trabalho já regressou e nós sabemos quando ouvimos dirigentes ou governantes do PSD falarem da rigidez do mercado de trabalho, da necessidade de flexibilização, isso normalmente significa uma redução dos direitos de quem trabalha em nome da adaptação do mercado de trabalho a uma nova economia”, avisou.

Quanto àquilo que considera serem aos riscos para a Segurança Social, o líder socialista considerou que “os sinais estao todos aí” e que “só não os vê quem não os quiser ver”, dando como exemplo a escolha da equipa que vai propor a reforma.

“Tínhamos ouvido o senhor ministro das Finanças dizer que ia haver alguma alteração do modelo e do sistema de pensões não seria antes das eleições, seria sempre depois das eleições”, disse.

Pedro Nuno Santos apontou que no último ano se verificou “uma desaceleração no crescimento do emprego e no crescimento dos salários”, além de um “número recorde de despedimento coletivo”.

“Há sinais já hoje na nossa economia que têm que nos fazer olhar com cautela para a realidade”, alertou.

Para o líder do PS, não se pode “embandeirar em arco”, olhando para discursos dos membros do Governo do PSD/CDS-PP com preocupação “por não perceberem a realidade”.

Entre os temas sobre os quais o líder do PS quer receber o contributo das personalidades neste painel sobre “Trabalho, Salários e Segurança Social” está o reforço do papel do estado social, desde logo o alargamento da licença parental.

“O PS é a favor do alargamento da licença parental, o que nós achamos é que deve haver uma partilha entre o pai e a mãe”, explicou, defendendo um pai mais presente nos primeiros meses e defesa da mãe nos seus direitos de trabalho.

Já sobre as creches, Pedro Nuno Santos recordou que foi nos governos socialistas que se alargou a gratuitidade destas, admitindo que há “falhas em vários pontos do país” e que o objetivo dos socialistas é garantir vagas para todas as crianças.

Procurando novas respostas para o envelhecimento, o líder do PS deu ainda destaque ao tema da pobreza e desigualdade, uma “área prioritária para os socialistas” e que “exige intervenção pública permanente”.

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