O Presidente da República defendeu hoje que o resultado eleitoral na Madeira mostrou que o eleitorado preferiu “a ideia de estabilidade” ao “risco da novidade”.
“No caso da Madeira, o que o eleitorado mostrou foi que preferiu a continuidade, a estabilidade, àquilo que seria um risco de mudança”, disse, hoje, Marcelo Rebelo de Sousa, à entrada para uma iniciativa política em Lisboa.
Marcelo Rebelo de Sousa clarificou também o que pretendia dizer quando afirmou que as eleições regionais tinham dado uma maioria absoluta, por a soma dos votos do PSD com o CDS chegar aos 24 deputados.
“Referia-me a estarem juntos no governo ao longo dos anos. Embora concorrendo separadamente, corresponde a uma realidade que existe. Portanto, olhando para o resultado das eleições, vê-se que, aparentemente, há uma decisão do eleitorado madeirense no sentido de entre manter o que está – independentemente de se gostar muito ou gostar pouco – ou mudar – e na Madeira seria drasticamente, porque o poder em funções há muitos anos é personificado, sobretudo, pelo PSD –, optou pela continuidade”.
Confrontado se os processos judiciais não pesam na decisão do eleitorado, o Presidente da República respondeu que “a realidade é a de que pesa e pesou a ideia de estabilidade. Preferimos isso ao risco da novidade. Ali, é uma novidade mesmo grande, porque esta continuidade vem desde 1976”.
Sobre a formação do novo governo, Marcelo Rebelo de Sousa recordou que cabe ao representante da República “ajuizar em que termos, como, de que maneira é que decide quando é a altura, depois de ouvir os partidos, de indigitar o presidente do Governo Regional”.