Hotelaria: Albuquerque confia em atualização salarial, mas sublinha que governo de gestão não pode intervir

Miguel Albuquerque esteve na inauguração da renovada Central Hidroelétrica da Calheta, onde falou à margem sobre a possibilidade de greve no setor da hotelaria.

Depois da manifestação de dirigentes sindicais da hotelaria, que ontem reivindicaram um aumento salaria de 75 euros para todos os trabalhadores do setor, o presidente do Governo Regional manifestou confiança numa atualização que garanta aumentos “a um valor muito superior à inflação”, mas ressalvou que o Executivo não pode intervir por se encontrar em gestão.

Questionado sobre a possibilidade de virem a ser convocadas greves para a altura da Páscoa e da Festa da Flor, Miguel Albuquerque disse que “é preciso olhar para a realidade” e reforçou que o Governo não pode tomar decisões até depois do ato eleitoral de 23 de março.

“Fazer greve neste momento, com o Governo em gestão… Nós não podemos intervir. Somos um governo de gestão e estamos em vésperas de eleições”, disse Albuquerque, à margem da inauguração da renovada Central Hidroelétrica da Calheta.

O governante considerou que “houve uma atualização salarial bastante importante no setor da hotelaria” entre 2016 e 2025, apontando a um aumento global de remunerações de 34,65%. Nos similares da hotelaria e restauração, desde 2017, o aumento global foi de 28,20%, segundo adiantou Miguel Albuquerque. Já na construção civil, o aumento global foi de 29,40% desde 2018.

“Tudo isto decorreu de convenções coletivas, onde em algumas o Governo serviu de mediador. O que eu posso dizer é que acho que, com o boom do turismo, essa atualização salarial vai continuar a ocorrer a um valor muito superior à inflação, e isso é bom para os trabalhadores”, disse o presidente do Governo em gestão.

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