Donald Trump divulga filme de Faixa de Gaza transformada em destino turístico (com vídeo)

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, partilhou na sua rede social Truth um filme que mostra o que seria a Faixa de Gaza reconstruída e transformada num destino turístico mediterrânico.

Também disponível no seu perfil do Instagram, o filme, aparentemente gerado com recurso à Inteligência Artificial e com uma duração de 30 segundos, começa com a situação atual de Gaza, território palestiniano totalmente destruído e com adultos e crianças a caminhar entre os escombros junto ao mar.

As imagens mostram depois o que, segundo Donald Trump, poderia ser o futuro do enclave palestiniano, mostrando uma estância balnear com prédios modernos e hotéis.

No mesmo filme surge o empresário Elon Musk, atual conselheiro de Donald Trump, numa praia do território a comer e a atirar notas ao ar, enquanto bailarinas fazem a dança do ventre.

O vídeo também mistura imagens geradas por Inteligência Artificial do próprio Donald Trump, primeiro num clube noturno e depois junto à piscina do que parece ser um hotel, ao lado do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu.

Ambos aparecem no filme em fato de banho.

As imagens que foram divulgadas na rede social de que o chefe de Estado norte-americano é proprietário mostram também um edifício transformado em “Hotel Trump” e uma gigantesca estátua dourada do próprio Presidente dos Estados Unidos numa das “novas ruas” da cidade de Gaza.

Estas imagens são divulgadas semanas depois de o Presidente norte-americano ter anunciado durante um encontro com Netanyahu em Washington, que iria assumir o controlo de Gaza e expulsar os mais de dois milhões de habitantes do enclave para o Egito e Jordânia.

Na altura, Donald Trump disse que tencionava transformar o território numa espécie de “Riviera do Médio Oriente”, sem explicar como tenciona executar o plano.

A guerra em Gaza eclodiu após o ataque do Hamas, sem precedentes, contra Israel e que fez 1.200 mortos e 250 reféns no dia 07 de outubro de 2023.

A resposta militar de Israel fez pelo menos 46 mil mortos, de acordo com o Hamas que governa o enclave palestiniano.

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