Chega questiona ministro da defesa sobre subsídio de insularidade para militares

O deputado Francisco Gomes, eleito pelo Chega para a Assembleia da República, questionou o ministro da Defesa, Nuno Melo, sobre o pagamento de um subsídio de insularidade aos membros das Forças Armadas a cumprir missão nas regiões autónomas. A questão foi feita durante uma audição regimental na Comissão da Defesa Nacional, que o parlamentar madeirense integra.

Na sua intervenção, Francisco Gomes destacou que a carreira militar impõe desafios únicos aos seus profissionais, exigindo sacrifícios que não se verificam noutras áreas de atividade. Entre estes, apontou a pressão psicológica, a disciplina rigorosa, a distância da família e a necessidade de constante adaptação a diferentes contextos.

“A carreira militar não é apenas uma profissão. É um compromisso de vida que exige dos nossos militares um grau de entrega e sacrifício que não pode ser ignorado. É fundamental que o Estado reconheça estas dificuldades e adote medidas concretas para minimizar o impacto que essas condições de trabalho têm na vida dos militares e das suas famílias”, disse Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República.

O deputado realçou que estes desafios são ainda mais pronunciados nas regiões autónomas, onde a insularidade e, em alguns casos, a dupla insularidade agravam as dificuldades sentidas pelos militares. Acrescentou que o custo de vida na Madeira e nos Açores tem vindo a aumentar de forma significativa, tornando a permanência nestas regiões mais onerosa para os efetivos das Forças Armadas.

Francisco Gomes referiu ainda que o custo da habitação no Funchal já supera os 3.000 euros por metro quadrado e que os custos das ligações aéreas entre o continente e as ilhas são dos mais elevados, fatores que impactam diretamente a vida dos militares deslocados.

“Os dados são claros: viver nestas regiões é cada vez mais caro e os nossos militares não podem ser deixados para trás. A ausência de um apoio específico para compensar estes custos cria uma desigualdade injustificável dentro das próprias Forças Armadas”, rematou

Perante este cenário, o deputado perguntou ao ministro se considera justa a criação de um subsídio de insularidade para compensar as dificuldades associadas á insularidade e garantir melhores condições aos militares destacados nas regiões autónomas. Para Francisco Gomes, a atribuição desta compensação seria uma forma de “reconhecer a dedicação dos militares e garantir que o serviço prestado ao país não os penaliza financeiramente.”

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