Miguel Albuquerque está contra o aumento de qualquer taxa de álcool e, como em muitas outras matérias, considera que o mercado deve funcionar e o cliente é que terá de ter essa capacidade de discernimento. De modo algum crê que o desincentivo ao consumo passe pelo preço, e sim por campanhas de sensibilização e prevenção que, destaca, no seu entendimento vão dando resultados, nomeadamente quando em comparação com a realidade da Madeira nos anos 80 e 90 do século passado.
Ideias partilhadas hoje, a jusante da visita à Alberto & Filhos, empresa distribuidora de vinhos, que opera no mercado desde 2006 e com volume de vendas sempre em ascendente, como expressam os cerca de 4,5 milhões de euros faturados no ano passado.
Com vinhos com o intervalo de preço entre os dois e os mil euros, Alberto Ferreira também não concorda com o aumento de taxa que, disse, será sempre o consumidor final a pagar, mas também não será por aí que irá resultar esse pretendido desincentivo.
Para o presidente do Governo Regional o problema da Europa é exatamente esse, de taxar e burocratizar em demasia, estando, por isso, cada vez mais distante da realidade norte-americana, conforme apresentou a título de exemplo, alertando, ainda, para o perigo dessas medidas ditas socialistas que, no seu entender, deram cabo de alguns países.
“O mercado tem de funcionar, as pessoas são adultas, têm que saber e ter a noção do que é a realidade e fazer um juízo de valor sobre a realidade. A gente não vai prejudicar as empresas e prejudicar o mercado, no sentido de fazer intervenções do Estado que só levam às disfuncionalidades do mercado”, destacou.
“Enquanto a Europa, com os seus regulamentos todos, só é responsável por 8% dos danos dos gases com efeito de estufa, mas está a comprar painéis solares a um país [China] que é responsável por 30% dos efeitos de estufa. Nada disso tem sentido. Portanto, o que nós temos neste momento é aliviar as empresas, garantir que os impostos são razoáveis no sentido dos empresários ganharem dinheiro e as empresas conseguirem prosperar num mercado que, neste momento, é difícil”, disse, para apontar discrepâncias que vão ditando esse atraso europeu.
“Aliás, basta ouvir o que o Presidente Trump está a dizer sobre as tarifas e etc… para perceber que, neste momento, a Europa está em declínio económico e, portanto, o que nós precisamos é de mercado a funcionar e o apoio às empresas. Sobrecarregar as empresas aos empresários com impostos não é a solução”, acrescentou.
Acompanharam Miguel Albuquerque nesta visita o secretário regional Eduardo Jesus, Duarte Freitas (IDE), Ilídio Castro (Junta de Freguesia de Santo António) e a deputada Joana Silva